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Ontem, sem aviso prévio, nossa pequena chegou ao mundo! 3 semanas antes da data prevista, Amanda nasceu poucas horas após o rompimento da bolsa. Foi uma correria mas felizmente deu tudo certo! 🙂

Mamãe e bebê estão lindas e saudáveis!

E papai numa alegria que não cabe em mim!

Ainda estamos na maternidade. Deveremos sair amanhã.

A maternidade, aliás, é um pouco diferente aqui em relação ao Brasil. Primeiro que não é possível “escolher” fazer cesariana. Acho que já mencionei isso no blog. Todos os partos são obrigatoriamente naturais. Cesariana apenas em casos de risco para a mãe ou para o bebê.

Os hospitais são públicos, mas são bons e bem equipados. A família tem um quarto privativo. É no próprio quarto que nasce o bebê. Durante o trabalho de parto, as enfermeiras passam avaliando a dilatação e fazendo exercícios de estimulação, como com bola de ioga ou banheira de hidromassagem.

Nosso hospital

Nosso hospital

Na hora H, diversas enfermeiras começam a montar a “sala de parto” no quarto. Elas trazem os instrumentos e uma espécie de UTI móvel, com diversos equipamentos, para o caso de o bebê precisar de algum atendimento de urgência ao nascer.

A médica também chega, começa a se preparar, e quando tudo está pronto, começa o processo.

Se tudo estiver bem, eles levam os equipamentos embora e colocam o bebê ainda sujo sobre o colo da mãe, o que eles chamam de “pele-a-pele”. Assim ele fica até resolver mamar. Só depois da primeira mamada é que vem outro médico que tira as medidas do bebê, peso, etc.

Não tem berçário. Cada bebê fica no quarto com os pais, do nascimento à hora de ir embora.

É função dos pais trocarem as fraldas, amamentar e dar banho. As enfermeiras não vão fazer ou te lembrar de fazer isso. Mas você pode pedir ajuda para elas se precisar.

Ainda no hospital, você preenche os papéis para registrar o bebê.

Ao ir embora, uma enfermeira vai até o carro com a família para se assegurar que a cadeirinha do bebê está corretamente instalada.

Após alguns dias, uma enfermeira vai até a nossa casa para verificar se está tudo bem, se os pais têm dúvidas, se estão fazendo algo errado, etc.

Tudo isto é de graça e igual para todos, independente de classe social.

Mas enfim… o importante mesmo é que estamos numa felicidade que não tem tamanho!!

Então aí vai a música que mais expressa minha alegria (interpretada por uma cantora Québécoise): Oh Happy Day!